A postura do jornalista
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Por Flávia Passos Leite
Enquanto estão na faculdade todos os estudantes de jornalismo aprendem sobre os comportamentos éticos ou antiéticos através de debates e análises de situações diversas. Cada um pode tirar suas próprias conclusões acerca da postura de um jornalista. Uns acreditam que utilizar uma câmera escondida para obter informações para uma matéria não é antiético, mas sim necessário para ajudar a esclarecer um fato que alertará a população. Outros já pensam que esta atitude não é correta.
Após o período da graduação os profissionais de comunicação podem vivenciar o ambiente de trabalho e, então, passam a cumprir ordens do veículo em que está empregado. Há casos que envolvem escândalos de corrupção ou situações de fraude, como exemplo pode ser citada a venda de diplomas falsos em praça pública em vários lugares do Brasil. Nestes casos os falsificadores não mostrarão seu rosto para as câmeras. Seria, então, correto utilizar equipamentos escondidos para denunciar ou, até mesmo, comprar um diploma falso para comprovar? Os vendedores de diploma não saberiam que estavam sendo filmados e, portanto, não poderiam se defender. Mas se não houvesse uma denúncia concreta o Ministério Público não saberia que isso ocorre. Mas se o caso fosse levado primeiro ao MP e os jornalistas acompanhassem as autoridades na investigação, ainda assim o fato não seria esclarecido?
São debates éticos. Cada jornalista tem princípios morais e pensa sobre determinado assunto de uma forma diferente de outros da mesma profissão. Como dito anteriormente uns afirmam que algumas atitudes são válidas, já outros dizem que não ou cada um decide de acordo com a situação. Os que dizem que utilizar câmeras escondidas em uma situação não é legal podem dizer que em outros casos elas serão úteis.
Os jornalistas têm que cumprir com suas obrigações enquanto empregados de um veículo de comunicação e se subordinar a determinadas regras, mas deve, também, preservar seus valores mesmo que resulte em algo mais sério como perder o emprego. Um exemplo disso pode ser observado no filme Promessas de um Cara de Pau
(Swing Vote) - 2008, no qual a jornalista Kate Madison pensando em subir na carreira e trabalhar e um jornal de destaque acaba se deixando levar pelo que seu patrão diz. Ele queria que a repórter se aproximasse de Molly Johnson, a filha de Bud Johnson, para saber em quem ele votaria, já que os Estados Unidos só dependiam do seu voto para eleger o novo presidente. Kate, então, faz o que seu chefe manda e até utiliza uma câmera escondida. Ela descobriu algo que mudaria tudo: quem votou foi Molly e não Bud.
A jornalista tinha uma matéria quentíssima em suas mãos e sabia que aquilo a faria ganhar um emprego melhor, mas preferiu não contar a verdade. Ela sabia que aquilo acabaria com o sonho de Molly e mudaria o curso dos acontecimentos. Kate Madison seguiu seus princípios e fez o que considerou certo, afirmando que por um momento havia perdido sua essência. Resultado: a repórter não ganhou um emprego
melhor, mas assegurou a felicidade de muitos.
O jornalista que se preza só perde em ética se deixar de fazer o que acredita ser correto para obter prestígio dentro da profissão. Muitos desejam que seu nome seja conhecido e seu trabalho reconhecido em larga escala e fazem o que for necessário para isso. Não que eles sejam maus, mas acreditam que utilizar certos artifícios para ver seu trabalho ser comentado por muitos não é errado. Eles criam debates éticos e questionam a moral. Quem disse que programas jornalísticos sensacionalistas são antiéticos? Quem disse que apelar para a emoção exagerada não é válido? São questionamentos assim que muitos profissionais levantam.
A procura por audiência é um dos fatores que leva alguns jornalistas a tomar atitudes consideradas incorretas. Para eles não é. Cada situação deve ser analisada com cautela para que, assim, as pessoas possam concluir sobre o que é ético ou não.
Após o período da graduação os profissionais de comunicação podem vivenciar o ambiente de trabalho e, então, passam a cumprir ordens do veículo em que está empregado. Há casos que envolvem escândalos de corrupção ou situações de fraude, como exemplo pode ser citada a venda de diplomas falsos em praça pública em vários lugares do Brasil. Nestes casos os falsificadores não mostrarão seu rosto para as câmeras. Seria, então, correto utilizar equipamentos escondidos para denunciar ou, até mesmo, comprar um diploma falso para comprovar? Os vendedores de diploma não saberiam que estavam sendo filmados e, portanto, não poderiam se defender. Mas se não houvesse uma denúncia concreta o Ministério Público não saberia que isso ocorre. Mas se o caso fosse levado primeiro ao MP e os jornalistas acompanhassem as autoridades na investigação, ainda assim o fato não seria esclarecido?
São debates éticos. Cada jornalista tem princípios morais e pensa sobre determinado assunto de uma forma diferente de outros da mesma profissão. Como dito anteriormente uns afirmam que algumas atitudes são válidas, já outros dizem que não ou cada um decide de acordo com a situação. Os que dizem que utilizar câmeras escondidas em uma situação não é legal podem dizer que em outros casos elas serão úteis.
Os jornalistas têm que cumprir com suas obrigações enquanto empregados de um veículo de comunicação e se subordinar a determinadas regras, mas deve, também, preservar seus valores mesmo que resulte em algo mais sério como perder o emprego. Um exemplo disso pode ser observado no filme Promessas de um Cara de Pau
(Swing Vote) - 2008, no qual a jornalista Kate Madison pensando em subir na carreira e trabalhar e um jornal de destaque acaba se deixando levar pelo que seu patrão diz. Ele queria que a repórter se aproximasse de Molly Johnson, a filha de Bud Johnson, para saber em quem ele votaria, já que os Estados Unidos só dependiam do seu voto para eleger o novo presidente. Kate, então, faz o que seu chefe manda e até utiliza uma câmera escondida. Ela descobriu algo que mudaria tudo: quem votou foi Molly e não Bud.A jornalista tinha uma matéria quentíssima em suas mãos e sabia que aquilo a faria ganhar um emprego melhor, mas preferiu não contar a verdade. Ela sabia que aquilo acabaria com o sonho de Molly e mudaria o curso dos acontecimentos. Kate Madison seguiu seus princípios e fez o que considerou certo, afirmando que por um momento havia perdido sua essência. Resultado: a repórter não ganhou um emprego
melhor, mas assegurou a felicidade de muitos.O jornalista que se preza só perde em ética se deixar de fazer o que acredita ser correto para obter prestígio dentro da profissão. Muitos desejam que seu nome seja conhecido e seu trabalho reconhecido em larga escala e fazem o que for necessário para isso. Não que eles sejam maus, mas acreditam que utilizar certos artifícios para ver seu trabalho ser comentado por muitos não é errado. Eles criam debates éticos e questionam a moral. Quem disse que programas jornalísticos sensacionalistas são antiéticos? Quem disse que apelar para a emoção exagerada não é válido? São questionamentos assim que muitos profissionais levantam.
A procura por audiência é um dos fatores que leva alguns jornalistas a tomar atitudes consideradas incorretas. Para eles não é. Cada situação deve ser analisada com cautela para que, assim, as pessoas possam concluir sobre o que é ético ou não.


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